sábado, 29 de agosto de 2009
O Avarento
- No bairro em que resides, meu amigo, mora, também um velho artesão que, embora trabalhe de manhã à noite, vive na maior pobreza com oito filhos menores. Ficarás encarregado de hoje em diante, de proteger essa infeliz família. Todas as semanas deverás levar um auxílio, uma esmola qualquer ao artesão.
- Assim farei, senhor! - respondeu Morrid - Não pouparei sacrifícios para melhorar a situação do meu infeliz protegido...
Passados três dias, soube o cádi - que o avarento havia levado ao artesão um pedaço de carneiro. A carne estava, porém, em tal estado de podridão que deixava desprender um mau cheiro horrível.
- Miserável! - reclamou o cádi, revoltado com o proceder do avarento. - Comprou, por preço vil, um pedaço de carne deteriorada que nem mesmo um chacal seria capaz de comer! Vou castigar esse homem! E o enérgico Ahmed mandou que o trouxessem à sua presença e disse-lhe:
- Acabo de ser informado da tua indignidade, ó mulçumano sem coração! Para cumprires com a ordem que te dei, deste ao pobre artesão um pedaço de carne estragada, intragável! E para que aprendas a ser generoso, vais sofrer um castigo que tu mesmo irás escolher: ou pagas uma multa de cem moedas de ouro, ou apanhas cem chibatadas, ou, então, comes toda a carne repelente com que insultastes a pobreza do artesão ! Vamos! escolhe um desses três castigos!
O velho avarento, ao ouvir a terrível ameaça do cádi, pensou:
- Pagar a multa? Não pago! Apanhar cem chibatadas é doloroso! O melhor que tenho a fazer, afinal, é comer a carne. E depois de assim meditar, dirigiu-se ao governador da cidade e disse:
- Senhor! Já escolhi. Estou pronto a comer a carne!
Mandou o governador que trouxessem um prato com o pedaço da vianda repulsiva com que tinha presenteado o artesão.
O avarento encheu-se de ânimo e começou a comer. A carne estava tão estragada que seu estômago começou a ter ânsias e começou a vomitar.
- Piedade, ó cádi! Eu não posso comer esta carne!
- Está bem! - respondeu o cádi, escolhe então: a multa ou a cem chibatadas?
As chibatadas, senhor!
Por ordem do cádi surgiu-lhe pela frente um escravo, armado de açoite. O avarento foi amarrado e começou a receber as chibatadas. No oitavo golpe o mercador sentiu que morreria se continuasse a apanhar..
- Piedade! Piedade! - exclamou desesperado. - Eu pago a multa!
Ordenou o cádi que o soltassem e ele, ali mesmo, efetuou o pagamento da multa, tirando o dinheiro de uma bolsa.
Disse então, o governador: - Esse dinheiro vai ser distribuído em esmola pelos habitantes pobres do bairro. E dirigindo-se ao avarento:
- E tu, meu avarento, foste por causa da tua extrema avareza três vezes castigado. Primeiro, comeste a carne podre, depois apanhaste e finalmente, pagaste a multa. Isto acontece sempre aos homens impiedosos.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
A Catadora de Vidro
As crianças estavam tomando banho de mar e fazendo castelos na areia, quando, ao longe, apareceu uma velhinha.
Seu cabelo grisalho esvoaçava ao vento e suas roupas eram sujas e esfarrapadas. Resmungava qualquer coisa, enquanto apanhava coisas da praia e as colocava em um saco.
Os pais chamaram as crianças e lhes disseram para ficar longe da velha.
Quando esta passou, curvando-se de vez em quando para apanhar coisas, sorriu para a família, mas seu cumprimento não foi correspondido.
Muitas semanas mais tarde, souberam que a velhinha dedicara a vida ...à cruzada de apanhar caquinhos de vidro da praia para que as crianças não cortassem os pés.
Em nossas vidas é assim...algumas pessoas passam a vida
inteira nos protegendo sem que saibamos... por que não desejarmos ao menos um BOM DIA ou um OBRIGADO!
Lembre-se: São as pequenas coisas que fazem toda a diferença.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Deus anuncia o dilúvio
Gênesis 6:11 A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência.12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. 13Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra.
No dia 21/11/08 por volta das 22:00h, peguei a Bíblia na gaveta da mesa em minha sala no quartel. Segurei-a entre as mãos e disse: Senhor mostre-me que passagem da tua palavra devo ler hoje. Quando abri a Bíblia, a passagem tinha o título: Deus anuncia o dilúvio. Exatamente esta passagem que está acima. Então disse: Deus, vou abrir novamente, me mostre que passagem devo ler. Que passagem você acha que abri? Exatamente, a mesma. Então resolvi ler e entendi que não somos melhores do que as pessoas da época do dilúvio. Cometemos os mesmos erros, e talvez, erros piores ainda. Temos visto nos noticiários, as atrocidades que somos capazes de fazer em nome do dinheiro fácil, do prazer destorcido e desmedido, em nome do poder. Pecados que cometemos contra o próximo e a natureza. Nunca se ouviu ou se viu tanta crueldade com crianças como nos dias de hoje, tantos crimes hediondos e tantos filhos se levantando contra os pais. É meus irmãos, precisamos apressar a volta de Jesus! O que estamos fazendo para que Jesus volte? Jesus não voltará até que todos tenham tido acesso ao seu evangelho. Você já evangelizou seu vizinho, seu colega de trabalho, da escola?
Talvez você esteja se perguntando o que eu quero com isso, já que Deus prometeu que não mandaria outro dilúvio. Pois bem, Ele não inundará a terra como fez na época de Noé, mas pode usar a chuva em abundância para chamar a nossa atenção, a cerca de nossa maldade. Aí você pode se fazer ou me fazer outra pergunta: o que fiz eu para Deus mandar tanta chuva? Tentarei responder. Alguma vez você jogou papel, embalagens ou lixo nas ruas, nos rios, nos lagos, nos mares? Alguma vez você direta ou indiretamente provocou alguma queimada? Alguma vez em nome da sua sobrevivência você desmatou alguma mata? Alguma vez, achando a coisa mais normal do mundo, você pescou na piracema, caçou animais silvestres ou selvagens por puro hobby? Poderia citar muitas outras coisas que entristecem o coração de Deus, mas vou parar por aqui. Deus nos ordenou que amássemos ao próximo como a nós mesmos e que cuidássemos de toda a sua criação. Se revermos a história do povo de Israel, veremos que sempre que o povo se afastava dos caminhos do Senhor, a Sua ira se inflamava contra o Seu povo e Israel era castigado. Contudo, sempre que o povo se arrependia e confessava seu pecado, Deus em sua misericórdia livrava a Israel do mal.
2 Crônicas 7:14 se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.
De repente você pode dizer não fiz nada que pudesse levar Deus a mandar tanta chuva. Talvez você esteja certo. Em certas ocasiões quando povo de Israel não sabia o que havia feito de errado, para se livrar do castigo confessava o pecado de seus antepassados e se arrependiam deles.
Neemias 1:6 Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado.
Com base neste versículo, quero pedir a tantos quantos lerem este texto que peçam perdão a Deus pelos erros de nosso povo que gananciosa e ignorantemente tem destruído a criação de Deus provocando a Sua ira. Que oremos pedindo a Deus que perdoe as nossas dívidas e cesse com as chuvas que tem assolado tantos irmãos pelo nosso Brasil a fora. Principalmente, nossos irmãos catarinenses. Que o Senhor tenha piedade de nós e nos dê a Sua paz.
Gostaria que você que leu, deixasse um comentário.
André Sabatini
domingo, 16 de novembro de 2008
Meu Grande Amigo
Um amigo muito querido que sempre, sempre está comigo
Nas horas felizes, Ele está presente
Nas horas mais difíceis, principalmente.
Na verdade Ele é mais que um amigo
É o meu irmão mais velho e muito querido
É com Ele que me abro e revelo todos meus segredos
É por Ele que chamo durante os pesadelos.
Estou sempre com Ele, pois com Ele quero aprender
Dia e noite, noite e dia, sem de nada me esquecer
Sei que nEle posso confiar, pois me protege e me guia
Não me deixando vacilar.
Gosto de me recostar em seu colo e deitar
E na sua paz descansar
Passo com ele 24h todos os dias
E às vezes, até chego, com Ele sonhar.
Não há nada em mim que Ele desconheça
Porque dEle não escondo nada, mesmo que o entristeça
Ao seu lado sou criança
E por mais que eu erre, me perdoa, e nunca perde a esperança.
E de cuidar de mim, nunca se cansa
Sei que ao seu lado sou pequeno e nEle está minha fé
Sou seu irmão caçula, sempre criança, e nunca largo o seu pé
E como criança, às vezes o deixo falando sozinho.
Mas não é por desobediência ou má-criação
É o cansaço que me pega, o sono que chega
Sem nenhuma compaixão
E quando acordo, vou logo lhe falar
E pedir o seu perdão.
Ele é o meu super herói e é nEle que me inspiro
E procuro em minha fraqueza e na minha fragilidade
Juntar minhas forças e humildemente segui-lo
E quando lhe perguntam: quem és?
Ele costuma dizer: sou o caminho, a verdade e a vida
E sou o que te tira das trevas para a luz
E se você ainda não sabe quem é o meu amigo e irmão...
É o meu Senhor Jesus!
(Por André Sabatini )
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
ABRINDO O BAÚ DA MEMÓRIA
Esta semana assisti a um filme que mexeu muito comigo, mais precisamente com minha memória. Foi o filme Letra e Música com uma dupla famosa. Este filme fala de um ex-pop star que vive de sucessos passados e que nunca mais compôs uma canção, até que o destino o coloca de frente com uma escritora que tinha o dom de fazer rimas ricas e cheias de emoção. Ele é convidado por uma cantora de renome internacional a fazer uma canção com o título do seu próximo álbum. Só que ele não consegue mais compor, na verdade o forte dele é a melodia e não a letra. É quando ao tentar compor junto com um letrista conhecido, ela, que está molhando suas plantas, faz uma rima que chama a sua atenção e ele a convida para ser sua parceira. Bom, é melhor você ver o filme. Se você é do tipo romântico (a), vai gostar muito. Você deve estar se perguntando “ e onde entra o tal baú da memória?”. Aí, eu respondo, todos nós temos um baú de memórias, e todo baú e fundo. Então temos memórias superficiais, as recentes, e memórias mais profundas, as mais antigas. Este filme mexeu com as minhas memórias mais profundas, memórias dos meus 16 anos, quando me apaixonei pela poesia. Foi quando comecei a compor as minhas primeiras poesias e canções, poesias que nunca foram publicadas e que estão empoeiradas pelo tempo, dentro de alguma gaveta e canções que nunca foram gravadas e algumas até se perderam com o tempo.
Enquanto eu assistia ao filme, flashes de minha juventude foram passando pela minha mente. Eu me via debaixo de árvores, nas salas de aula, na minha cama, escrevendo poesias. Algumas com destinatária real e outras imaginárias. O interessante é que não foram apenas eventos que relembrei, mas o prazer que sentia ao escrever e a vontade de escrever.
Já faz algum tempo que tento voltar a escrever e não consigo, e isso me fazia mal, porque escrevi tantos poemas e poesias para amores passageiros e agora que encontrei o amor verdadeiro e duradouro, que pasmem! Tem nome, e o dela é Júlia, minha “Marida”, isso mesmo Marida, é assim que carinhosamente chamo a minha esposa, escrevi muito pouco. Vamos fazer 4 anos de casados no 18 de dezembro deste ano. Creio que escrevi muito pouco sobre ela ou sobre o nosso amor, nosso ministério, nosso futuro, sobre nós. Mas, em nome de Jesus, isso mudou, o sentimento e a vontade de escrever que por tanto tempo ficaram escondidos no fundo do Baú, foram resgatados e restaurados e este é apenas o primeiro de muitos textos.
Mas o que quero eu com isso? Pedir a você que guardou no fundo de seu baú aqueles momentos especiais, aqueles sentimentos que você nunca mais teve, que você abra o baú de sua memória, tire todo o pó de ressentimentos, de mágoas, de tristezas, de desilusões, e tire de lá tudo aquilo que lhe trás esperanças e alegrias. Seja aquela vontade de tocar um instrumento, escrever poesias, cantar, passear, visitar, pintar. Seja lá o que for que você fazia e deixou de fazer, ore a Deus e peça que traga a sua memória tudo aquilo que lhe dava prazer e que as adversidades da vida e as decepções fizeram com que você colocasse no fundo do Baú.
Eu oro a Deus que todos aqueles que dedicarem um tempo lendo este texto, que o Seu Santo Espírito sonde os corações e traga de volta a memória tudo aquilo que lhes dava prazer e que arranque toda raiz de amargura e desfaça todo laço de ódio e ressentimento para que vivam a vida abundante que Cristo nos dá.
Se este texto trouxe a sua memória algo que te dava prazer, por favor compartilhe conosco. Deixe seu nome, sua cidade e o que você tirou do seu baú.
André Sabatini Vila Velha-ES Tirei do meu baú a vontade de escrever.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Assembléia na carpintaria
Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças.
Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.
A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando.
O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa.
Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão.
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse:
"Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes."
A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar.
Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo.
Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Faça um cofrinho usando EVA Atoalhado
O tema utilizado para fazer esse cofrinho pra criançada é um cachorrinho!
Material utilizado:
Folha de EVA atoalhado marrom 2mm
Retalhos de EVA nas cores bege, branco e preto 2mm
Manta acrílica
Uma lata de achocolatado 500 g
Lápis
Tesoura
Estilete P-600
Caneta para retroprojetor preto 1.0
Cola Quente
Riscos do Cachorrinho:
Passo a passo:
Recorte uma tira 12 x 33 cm no EVA atoalhado marrom. Depois passe cola quente e encape a lata. Em seguida, use a tampa de molde e encape-a com EVA marrom. Com o estilete p-600, retire um filete do meio da tampa para a passagem das moedas.
Transfira o molde da orelha para o EVA atoalhado marrom e faça quatro modelos. Após, cole um modelo no outro pelas bordas. Preencha dentro das orelhas com a manta acrílica.
Faça dois modelos do molde da cabeça do cão. Passe cola somente nas bordas. Logo em seguida cole as orelhas em uma das partes e depois feche com a outra. Preencha a cabeça com a matan acrílica.
Cole o cachorro na parte de trás do cofre. Depois, transfira os moldes para as cores: a bochecha no EVA bege, os olhos no EVA branco, o nariz e as puplias no EVA preto e o rabinho no EVA atoalhado marrom. Faça as colagens do rosto. Para finalizar, delineie a boca cp caneta para retroprojetor e cole o rabinho na diagonal.
Fonte: Revista Arte Com As Mãos